Começar agora
LGPD

Quanto tempo a clínica precisa guardar exames de imagem e laudos médicos?

Por Equipe Tukanos · · 4 min de leitura

Salas de arquivo entulhadas com caixas de papelão, gaveteiros pesados com laudos antigos e pilhas de envelopes de exames nunca retirados pelos pacientes fazem parte da realidade de muitas clínicas e consultórios médicos pelo país.

Além do custo do metro quadrado desperdiçado para armazenar papel e do risco constante de mofo, traças e incêndio, paira sempre a dúvida legal: quanto tempo a clínica é realmente obrigada por lei a guardar exames de imagem, filmes radiográficos e laudos médicos?

Neste artigo, detalhamos o que diz a Lei Federal nº 13.787/2018, as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e os impactos diretos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) sobre o arquivamento de exames.

A principal legislação sobre o tema é a Lei Federal nº 13.787/2018, que dispõe sobre a digitalização e a utilização de sistemas informatizados para a guarda, o armazenamento e o manuseio de prontuários de paciente.

O artigo 6º da referida lei é taxativo:

“Os documentos originais em papel poderão ser eliminados após decorrido o prazo mínimo de 20 (vinte) anos a partir do último registro realizado no prontuário do paciente.”

Essa mesma diretriz já era prevista pelo CFM na Resolução CFM nº 1.821/2007, que estabelece normas técnicas para a guarda de prontuários e a substituição do papel pelo meio eletrônico.

Atenção: o prazo recomeça a cada nova consulta

Um erro frequente de clínicas é calcular os 20 anos a partir da data de cada exame individual. A lei deixa claro que o prazo é contado a partir do último registro do paciente. Se um paciente fez uma radiografia em 2008 e retornou à clínica em 2024 para um ultrassom, todo o seu histórico (inclusive o exame de 2008) deve ser guardado até pelo menos 2044.

A clínica é obrigada a guardar a imagem DICOM ou apenas o laudo?

O Conselho Federal de Medicina entende que o prontuário médico é composto pela anamnese, exames clínicos, laudos diagnósticos e as imagens e registros gráficos que subsidiaram a conclusão médica.

Portanto:

  • O laudo assinado digitalmente deve ser mantido de forma perpétua ou pelo período mínimo de 20 anos.
  • As imagens no formato DICOM (cortes de tomografia, séries de ressonância ou fotos do ultrassom) devem ser arquivadas pelo serviço de diagnóstico para assegurar a defesa do médico em eventuais ações de responsabilidade civil ou perícias forenses.

Na prática forense, em caso de processo judicial por suposto erro de diagnóstico (por exemplo, um câncer não identificado precocemente), o perito judicial solicitará a revisão das imagens originais da época, e não apenas a leitura do texto do laudo.

Os riscos ocultos de guardar exames em mídias físicas antigas

Clínicas que tentaram se livrar dos papéis nos anos 2000 gravando exames em CDs, DVDs ou fitas magnéticas enfrentam hoje um pesadelo técnico:

  1. Oxidação de mídias ópticas: CDs e DVDs graváveis têm vida útil real de 5 a 10 anos. Após esse período, a camada refletora sofre degradação orgânica (“disc rot”) e os arquivos tornam-se ilegíveis.
  2. Falta de leitores de CD: Notebooks e computadores modernos não vêm mais com gaveta óptica de CD/DVD, tornando o acesso ao arquivo extremamente moroso.
  3. Queima mecânica de HDs externos: Guardar exames em HDs de gaveta sem redundância expõe a clínica à perda instantânea por queda acidental, surto de energia ou falha mecânica de agulha.

Ao contrário do arquivo físico ou de discos locais propensos a falhas (veja a comparação entre servidor local e nuvem), o armazenamento em nuvem especializado em diagnóstico por imagem oferece:

  • Preservação perpétua de dados: A Lei 13.787/2018 autoriza que prontuários eletrônicos nato-digitais fiquem guardados indefinidamente no formato digital.
  • Assinatura digital ICP-Brasil: Garante autenticidade, integridade e validade jurídica inquestionável de laudos e exames (veja as regras da assinatura digital).
  • Criptografia e adequação à LGPD: Os exames são dados sensíveis. O armazenamento na nuvem protege as informações contra acessos indevidos e vazamentos criminosos.
  • Busca instantânea: Em vez de procurar uma pasta de papel empoeirada no arquivo morto, a secretária encontra qualquer exame em 2 segundos digitando o nome ou CPF do paciente no sistema.

Como o Tukanos PACS simplifica o arquivamento na sua clínica

O Tukanos PACS foi concebido especificamente para que clínicas de imagem, ultrassonografia e endoscopia cumpram rigorosamente as exigências legais do CFM e da LGPD sem custos abusivos de TI:

  • Armazenamento seguro em nuvem com replicação geográfica contínua.
  • Backup automático diário de todas as imagens DICOM e laudos emitidos.
  • Visualizador DICOM web embutido para consulta rápida de exames antigos a qualquer momento.
  • Portal de acesso online com protocolo e senha para entrega digital ao paciente, eliminando despesas de impressão e arquivamento físico.

Tudo isso disponível a partir de R$ 300 por mês no plano mensal ou R$ 2.016 por ano no plano anual (apenas R$ 168 por mês).

Conheça as ferramentas de segurança do Tukanos PACS e livre sua clínica definitivamente das caixas de arquivo e dos riscos jurídicos.

Perguntas frequentes

Por quanto tempo a clínica de imagem deve guardar exames e laudos?

A Lei Federal nº 13.787/2018 e as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelecem o prazo mínimo de 20 (vinte) anos, contados a partir do último registro do paciente, para a guarda de prontuários médicos em papel antes de qualquer eliminação.

A clínica precisa guardar os arquivos brutos das imagens DICOM ou só o laudo?

A imagem médica gerada no exame faz parte integrante do prontuário do paciente. Embora o paciente receba uma via do laudo, a clínica é legalmente depositária do estudo para fins de auditoria, perícia judicial ou comparação evolutiva de patologias graves.

Prontuários e exames armazenados eletronicamente podem ser mantidos para sempre?

Sim. A Lei 13.787/2018 prevê que documentos digitalizados ou nato-digitais com assinatura digital ICP-Brasil podem ser preservados indefinidamente em meio eletrônico, sem ocupar espaço físico e sem necessidade de descarte complexo.

Como descartar filmes radiográficos e laudos antigos em papel legalmente?

O descarte de documentos físicos após 20 anos exige a criação de uma Comissão Permanente de Revisão de Prontuários na clínica, edital público de convocação para entrega de documentos aos pacientes e incineração ou reciclagem com laudo de destruição ecológica.

Comece hoje

Seu PACS na nuvem por R$ 168/mês

Captura de imagem e vídeo, visualizador DICOM, armazenamento e laudos para até 10 usuários no plano anual de R$ 2.016. Sem servidor, sem instalação.