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DICOM

O que é DICOM e como abrir arquivos DICOM sem instalar nada

Por Equipe Tukanos · · 4 min de leitura

Todo exame de imagem moderno, de uma radiografia de tórax a uma ressonância de joelho, é gerado no mesmo formato: DICOM. Mesmo assim, muita gente da área da saúde ainda trava na hora de abrir um CD de exame, enviar um estudo para outro médico ou entender por que aquele arquivo “não tem extensão”.

Este guia explica o que é DICOM, o que existe dentro de um arquivo e as formas mais simples de abrir exames, inclusive sem instalar nenhum programa.

O que é DICOM?

DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) é o padrão internacional para armazenar, transmitir e exibir imagens médicas. Ele define tanto o formato dos arquivos quanto a forma como equipamentos, servidores e visualizadores conversam entre si.

O padrão nasceu de uma parceria entre o American College of Radiology (ACR) e a NEMA nos anos 1980, e a versão 3.0, base do que se usa até hoje, foi publicada em 1993. É graças a ele que um tomógrafo de um fabricante consegue enviar imagens para o sistema de outro fabricante.

O que tem dentro de um arquivo DICOM?

Um arquivo DICOM não é só uma imagem. Ele guarda duas coisas:

  • Os pixels da imagem, muitas vezes com mais tons de cinza do que um monitor comum consegue mostrar de uma vez.
  • Os metadados, organizados em “tags”: nome e data de nascimento do paciente, data do exame, modalidade, equipamento, espessura de corte, calibração para medidas e muito mais.

É por isso que um arquivo DICOM é dado pessoal sensível: o nome do paciente está dentro do próprio arquivo, mesmo que o nome do arquivo seja só um número.

Modalidades que usam DICOM

ModalidadeSigla DICOMObservação
Tomografia computadorizadaCTCentenas de imagens por exame
Ressonância magnéticaMRVárias séries por exame
Raio-X digitalCR / DXUma ou poucas imagens
MamografiaMGExige monitor adequado para laudo
UltrassomUSImagens estáticas e clipes
EndoscopiaESClasses próprias para foto e vídeo

Por que alguns arquivos DICOM “não abrem”?

Os problemas mais comuns são:

  1. O arquivo não tem extensão. Muitos equipamentos gravam arquivos sem .dcm no nome. O conteúdo é DICOM mesmo assim.
  2. O exame veio em CD ou DVD com uma pasta DICOMDIR. O DICOMDIR é um índice; os arquivos de imagem ficam em subpastas.
  3. A compressão não é suportada pelo programa. Alguns visualizadores simples não leem compressões como JPEG 2000.
  4. Você abriu só uma imagem de uma série. Uma tomografia tem centenas de arquivos, e cada um é um corte.

Como abrir arquivos DICOM: 3 caminhos

1. Visualizador DICOM web (sem instalar nada)

É o caminho mais prático para clínicas e médicos. Você envia o exame para uma plataforma online e abre pelo navegador, no computador, no tablet ou no celular. Um bom visualizador DICOM web oferece:

  • Ajuste de brilho e contraste (janelamento)
  • Zoom, rotação e navegação entre séries
  • Medidas lineares calibradas e, na tomografia, unidades Hounsfield
  • Acesso de qualquer lugar, com login

2. Programas gratuitos para computador

Existem visualizadores gratuitos e de código aberto, como o Weasis (Windows, macOS e Linux) e o Horos (macOS). Eles funcionam bem para abrir exames pontuais, mas exigem instalação, ficam presos àquele computador e não resolvem o armazenamento.

3. O visualizador que vem no CD do exame

Muitos CDs trazem um visualizador próprio. Funciona para o paciente ver o exame, mas costuma ser limitado e, cada vez mais, computadores novos nem têm leitor de CD.

Posso converter DICOM para JPG ou PDF?

Pode, mas com cuidado. Ao converter, você perde:

  • Os metadados, que identificam o exame e garantem a rastreabilidade
  • O janelamento, porque o JPG “congela” um único ajuste de brilho e contraste
  • As medidas calibradas
  • As séries completas, já que cada corte vira uma figura solta

Para diagnóstico, o formato certo é o DICOM. A própria Resolução CFM 2.107/2014, sobre telerradiologia, exige DICOM 3 para tomografia, ressonância e mamografia. JPG serve para aulas e apresentações, e mesmo assim só depois de remover os dados do paciente.

Anonimização: antes de usar exames em aula ou pesquisa

Como o nome do paciente fica dentro das tags, apagar o nome do arquivo não basta. Para usar um exame fora do atendimento, é preciso anonimizar: remover ou substituir as tags que identificam o paciente. Muitos visualizadores e PACS têm essa função. Sem ela, compartilhar o exame pode violar a LGPD. Veja mais sobre isso em como enviar exames com segurança.

DICOM na clínica: do pen drive ao PACS em nuvem

Abrir um exame é o começo. O desafio da clínica é guardar milhares deles por anos, com segurança, e encontrá-los rápido. É para isso que existe o PACS (Picture Archiving and Communication System).

Um PACS em nuvem recebe os exames direto dos equipamentos ou por upload, guarda tudo com backup e abre pelo navegador. O Tukanos PACS faz isso por R$ 300 por mês ou R$ 2.016 por ano (R$ 168 por mês), para até 10 usuários, com visualizador DICOM web e laudos com assinatura digital no mesmo lugar.

Veja os planos ou leia o guia completo sobre sistema PACS em nuvem.

Perguntas frequentes

O que é um arquivo DICOM?

É o formato padrão dos exames de imagem médica, como tomografia, ressonância, raio-X, mamografia e ultrassom. Cada arquivo guarda a imagem e os dados do exame, como paciente, data, equipamento e parâmetros de aquisição.

Como abrir um arquivo DICOM no celular?

O jeito mais simples é usar um visualizador DICOM web, que funciona no navegador do celular sem instalar aplicativo. Basta enviar o exame para a plataforma e abrir pelo link, com login.

Posso converter DICOM para JPG?

Pode, mas a imagem perde os dados do exame, o ajuste de janela, as medidas calibradas e as várias imagens da série. JPG serve para ilustrar uma apresentação, não para diagnóstico.

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